Disfunções Urinárias
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As disfunções miccionais são caracterizadas pela presença de sintomas como perda involuntária de urina, urgência miccional, aumento da frequência urinária diurna e noturna, dificuldade em esvaziar a bexiga e ter que levantar a noite para urinar. Esses sintomas, na maioria das vezes, estão relacionados a distúrbios da musculatura do assoalho pélvico ou da função da bexiga e a hábitos urinários inadequados. Dentre os sintomas miccionais, a perda involuntária de urina ou incontinência urinária, é o mais comum e representa um problema social e de higiene. Estes distúrbios podem atingir homens e mulheres em todas as fases da vida, na infância, na adolescência, fase adulta e na velhice.

 

 

Na infância, a enurese, ou a perda de urina durante o sono, é o sintoma mais comum encontrado. No caso de mulheres adultas, a maior chance é de desenvolver incontinência urinária devido à anatomia do trato urinário feminino e das possíveis consequências decorrentes de gravidez, parto e menopausa. Já os homens podem apresentar incontinência urinária como resultado cirurgias de próstata (prostatectomia radical). E, tanto homens como mulheres, podem se tornar incontinentes devido a defeitos congênitos ou a problemas neurológicos como Acidente Vascular Cerebral (derrame), traumatismos medulares, doença de Parkinson e esclerose múltipla. O importante é saber que estes sintomas podem ser tratados por meio de medicamentos, de cirurgia, de fisioterapia ou pela combinação dessas modalidades. A fisioterapia tem um papel importante no tratamento das disfunções miccionais e dos músculos do assoalho pélvico, pois promove o reequilíbrio muscular pélvico, a adequação dos hábitos urinários e consequentemente melhora os sintomas. Para isso, a fisioterapia dispõe de diversos recursos para oferecer ao paciente sua reabilitação total ou parcial. Dentre eles estão: a terapia comportamental, que se baseia em orientações para a ingestão de líquidos, diário miccional, educação sobre o trato urinário; o treinamento ou fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, por meio de exercícios; o uso de eletroestimulação; de biofeedback; de cones ou pesos vaginais, entre outros. A determinação do uso de cada um desses recursos dependerá de uma avaliação minuciosa do fisioterapeuta especializado, o qual desenvolverá programas personalizados de acordo com as necessidades do paciente.

 

 

Desta forma, a fisioterapia representa um modo seguro e eficaz na prevenção e tratamento dos sintomas miccionais e dos relacionados aos músculos do assoalho pélvico e visa principalmente a melhora da qualidade de vida desses indivíduos.